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sexta-feira, dezembro 19, 2008

um chá quente, saboroso

Sentado à mesa onde se encontra pousado o teclado do meu computador gosto de tomar um chá enquanto digito quer uma mensagem para uma amiga, quer um texto que mais tarde pretendo ver publicado na Oficina das Ideias. O bebericar o chá dá-me tranquilidade pelo próprio ritual, mas também pelo prazer de sentir a sua degustação.

O chá como beberagem foi descoberto há cerca de 5 milhares de anos no Sudoeste da China de onde foi trazido para a Europa pelas naus dos portugueses, cerca do século XVI. A lenda atribui ao imperador Shen Nong a descoberta do chá, de forma ocasional como sempre acontece com as grandes descobertas.

Conta-se que estando o imperador em viagem, lhe foi servida pelos camponeses, no decorrer duma paragem para descanso, água fervida que se dizia prevenir as doenças. Acontece que o imperador estava sentado sob um arbusto selvagem donde se soltaram algumas folhas que caindo dentro da chávena, de pronto deram à água fervida um delicioso sabor, emanando odores até então desconhecidos. Além do mais, refrescante e revitalizante.

É hábito designar como “chás” as mais de três mil beberagens existentes, onde a grande maioria não passa de infusões. A designação correcta de “chá” somente deveria ser atribuída quando a base da sua elaboração é a Camelia sinesis.

Os chás agrupam-se, hoje em dia, em quatro tipos principais: Chá Verde, Chá Branco, Chá Oolong e Chá Preto. Sabores variados e odores “esquisitos” compõem a paleta dos chás, na actualidade considerados verdadeiras obras de arte na sua elaboração.

Ao chá verde são atribuídas faculdades de baixar o nível de colesterol, de reduzir o risco de cancro e de ajudar na perda de peso. Ao chá branco a capacidade de prevenir o cancro do cólon e doenças cardiovasculares. Finalmente, ao chá preto são atribuídas capacidades de reduzir o risco de derrame cerebral, diminuir o colesterol LDL e de proteger a saúde oral.

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