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sábado, agosto 08, 2009

vila de ruas floridas





[["Ruas Floridas", Redondo - Alentejo - Portugal]]

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quinta-feira, agosto 06, 2009

as ruas floridas de redondo

O papel, a cor e a criatividade deram as mãos na vontade das gentes do Povo e nasceu como fruto desse labor a harmonia e o encantamento sentidos pelas pessoas que rua abaixo rua acima em número de muitas centenas, milhares mesmo, trouxeram animação aos pacatos arruamentos da Vila de Redondo.

As ruas ganharam cor com milhares de flores de papel pacientemente executadas pelas mulheres de cada “comissão de rua” - e contámos trinta e uma – para responderem ao tema que lhes foi atribuído.




Temas tão variados como sejam “A Aldeia de Asterix” na zona fronteira ao Tribunal, a “Boutique das Noivas” numa das ruas que desce desde o largo da Porta do Castelo, passando pela rua dedicada a “África” ou às “Máscaras de Veneza”.




A rua do “Bar da Praia” lembra a nostalgia sentida pelas gentes do interior alentejano relativamente à Costa Atlântica, tão perto utilizando as modernas estradas e tão longe devido às barreiras culturais e de hábitos de vida. Também a principal actividade da região, pelo menos a mais emblemática, está presente na rua da “A Olaria de Redondo”.

Embora para bem saber sobre esta arte da olaria que remonta na região aos tempos da presença do Império Romano nada melhor do que visitar o Museu do Barro recentemente inaugurado, situado no Convento de Santo António da Piedade, já fora das muralhas do Castelo depois de sairmos pela Porta da Ravessa.



Museu do Barro
Alameda de Santo António – Redondo
Telef. 0351.266989216


Em despedida deste dia de sonho voltamos às “Ruas Floridas” para naquela que é dedicada a “O Parque de Diversões Infantis” recordarmos outros tempos e outras brincadeiras, sempre em trabalhos mágicos de flores de papel. Escrevemos este apontamento, como singela partilha do muito que nos foi dado apreciar.


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quinta-feira, abril 30, 2009

as maias pagãs e a beltane druida

No “último de Abril” o Povo prepara bonitos ramalhetes de giestas, conhecidas no Douro, Minho, Beira Alta e outras regiões por Maias, essas flores amarelas (quase doiradas) que bordejam os caminhos anunciando a Primavera, para colocarem nas portas e janelas como manda a tradição. Ao “virar do dia” logo nos primeiros segundos do dia 1º de Maio já as casas se encontram engalanadas de flores amarelas.

Leite de Vasconcelos chama a este acontecimento o “enramalhamento” das portas.

Com isso, assim diz a tradição, se pede que “haja fartura na casa e na família”, “o mau olhado seja afastado”, “as bruxas não incomodem”...

Na tradição, vinda das brumas dos tempos, muitas são as lendas ligadas a este acontecimento, algumas ligadas a rituais da fertilidade de tempos remotos e que, como em tantas outras situações o Cristianismo adoptou.

“Não consegues lutar contra tradições pagãs, adopta-as como tradições religiosas”

Muito ligado a esta tradição das “Maias” está o designado Maio-Moço, também ele ligado à força renovadora da juventude, a fertilidade e às coisas novas: grupos de jovens acompanham em grande correria um moço coberto de giestas floridas (o Maio-Moço) e enquanto canta a “Canção de Maio” o moço grita “Viva! Viva! Viva!”, conforme nos descreve o P. Rebelo Bonito.





Esta festa tem origem no antigo Festival Druida do Fogo, onde se celebra o retorno do sol (do Deus Sol) e baseado na Floralia dos romanos, dedicada às flores. O 1º de Maio era o dia em que os antigos romanos penduravam grinaldas de flores (seriam maias?) diante dos seus altares em honra dos espíritos que protegiam as famílias e as casas.

No dia de Beltane o sol está, astrologicamente, no signo de Touro e marca a “morte” do Inverno, o “nascimento” da Primavera e o Verão já aqui tão perto. Depois do pousio, vem o plantio... o Verão amadurece as sementeiras e as pessoas.

Dança-se de maneira alegre, usam-se vestimentas brilhantes como a Primavera. Há mesmo quem prefira não usar roupa. Os corpos ficam cada vez mais juntos, entrelaçam-se fitas coloridas simbolizando a união do feminino e do masculino. A sensualidade emerge e o poder fertilizador da Primavera atinge o seu auge e objectivo.

Os alimentos pagãos tradicionais desta época são os frutos vermelhos (cerejas, morangos, amoras), saladas de ervas, ponche de vinho rosado ou tinto, e bolos redondos de cevada.

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sábado, setembro 20, 2008

concertinas

do minho até ao algarve, mesmo atlântico dentro
animam as festas e romarias
estão no coração das gentes




Concertina, iluminações das Festas das Vindimas 2008, Palmela - Portugal

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