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domingo, janeiro 24, 2010

de setúbal moscatel


*

Cantaram os menestréis em suas trovas

O esplendor de um néctar sem igual

Do sabor e do aroma tinham provas

Que deus Baco os inspirara para tal.



Deram notícia ao clero e à realeza

De haver algures em Portugal

Uma bebida que por sua mui nobreza

Mais do que celeste, era divinal.



Mas foi o Povo que no seu saber

Do Monte da Lua para o Espichel

Caminhou com denodo e muito querer.



A pé, de burro ou de corcel

Para o vinho degustar a seu prazer

Era na verdade de Setúbal moscatel.

*

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quinta-feira, julho 09, 2009

terra plana e monte cal

espaço de poetar
Não sou poeta inspirado nem sequer sei construir rimas de espantar. Juntando algumas palavras, dando-lhe sentido e afecto, procuro nelas encontrar o encantamento das coisas simples e das vivências de um ancião





No norte do Alentejo
Já no termo de Fronteira
A magia que revejo
Como fosse vês primeira

Traz-nos equilíbrio ao palato
Direi mesmo harmonia
Ao degustar com recato
Um vinho de fidalguia
Produzido com afecto
Ganha sabor divinal
Do mundo o arquitecto
Em terras de Monte da Cal

O sol do Terra Plana
Aragonês e alfrocheiro
Belos odores que emana
Nos sabores é o primeiro.




O meu amigo António Sousa (ex-Megera TV e outras cenas que tais) andou de mesa em mesa, qual trovador romanesco, a recitar este "poema vínico" enquanto os comensais degustavam os vinhos nele citados

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terça-feira, julho 08, 2008

a nobreza e o clero

o mote:

"Padre Pedro", o vinho
"Casa Cadaval", o produtor


a resposta:

Nas terras do Tejo arriba.
Do tonel espichou desejo,
Ao bendito vinho tinto,
Ganhou prémios, benfazejo,
Este néctar tão distinto
.


o poema:

Em eras que a bruma esconde,
Quando cantava o rouxinol,
Na casa farta do conde,
Havia campos de sol.
Nas terras do Tejo arriba.

Um cónego mui sabedor,
Dos gostos que a vida tem,
Fez da adega altar-mor,
Para pregar e fazer bem.
Do tonel espichou desejo.

Pedro é a sua graça,
Por baptismo e devoção,
Para a história da vinhaça,
Por sua grande paixão.
Ao bendito vinho tinto.

Sua fama no além Tejo,
Depois a raia passou,
Bebido em desvario e desejo,
P’lo reis que victor cantou.
Ganhou prémios, benfazejo.

Este tinto vinho divinal,
Bebido pelos reis à mesa,
Do Padre Pedro clerical,
Da Casa Cadaval nobreza.
Este néctar tão distinto.

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