quarta-feira, novembro 18, 2009
o velho pescador
Dedicado à minha Querida Amiga "Gaivota", do blogue MareTerra
O olhar já não tem o brilho de outros tempos, mas o seu semblante, o rosto marcado pelo tempo e pelas agruras da vida, expressa sabedoria. Conhece o mar como ninguém, os seus humores e os seus sinais. Sabe que o mar não é traiçoeiro, avisa sempre que a ira e a força vêm ao de cima.
O velho pescador ensina todos esses sinais aos mais novos, àqueles que agora começam nas companhas e que vão buscar o seu sustento ao mar que por vezes é doce e chão e outras é tão violento e irado. As marcas do luto, contam bem que seus filhos queridos não lhe seguiram os conselhos.
Desde esses tempos dolorosos que o olhar deste velho pescador perdeu o brilho mas não o querer que um dia, quando a sua altura chegar, possa vir a encontrar todos aqueles que o mar tragou e que ele tem a certeza “viverem” na mais bela ilha submersa.
O velho pescador ensina todos esses sinais aos mais novos, àqueles que agora começam nas companhas e que vão buscar o seu sustento ao mar que por vezes é doce e chão e outras é tão violento e irado. As marcas do luto, contam bem que seus filhos queridos não lhe seguiram os conselhos.
Desde esses tempos dolorosos que o olhar deste velho pescador perdeu o brilho mas não o querer que um dia, quando a sua altura chegar, possa vir a encontrar todos aqueles que o mar tragou e que ele tem a certeza “viverem” na mais bela ilha submersa.

Local: Nazaré
Data: Anos 60 do século passado
Etiquetas: pequenas estórias, preto e branco





