sexta-feira, maio 14, 2004
A tortura da lavagem automática
A tortura da lavagem automática
Não se trata de qualquer fobia das gentes da Oficina, nem tão pouco uma posição negativista relativamente à lavagem automática dos veículos automóveis. Tão somente de um exercício de tortura e tormenta da vida do dia-a-dia. Esta ideia foi cedida à Oficina pelo pavilhão da Alemanha da Expo'98.
Água e espuma transformam um solarengo dia de Primavera num túnel de escuridão, com aceleração da batida cardíaca e os primeiros sentires de claustrofobia emergente.

A primeira passagem dos rolos de limpeza é uma ameaça de esmagamento por um cilindro rotativo que mesmo na retirada é tenebroso.

A escuridão quase total antecede o lançar de um banho de cera quente que apresentando-se com a promessa de uma maior protecção pode resultar em um arrancar de pele pela força do calor.

Se a cor fosse outra, talvez para os tons do verde esperança, poderíamos esperar tempos melhores. Assim...

Fase final, a secagem, sempre me faz lembrar a estória em que por falha dos sensores das células foto-eléctricas o tejadilho do automóvel foi totalmente destruído.

Não se trata de qualquer fobia das gentes da Oficina, nem tão pouco uma posição negativista relativamente à lavagem automática dos veículos automóveis. Tão somente de um exercício de tortura e tormenta da vida do dia-a-dia. Esta ideia foi cedida à Oficina pelo pavilhão da Alemanha da Expo'98.
Água e espuma transformam um solarengo dia de Primavera num túnel de escuridão, com aceleração da batida cardíaca e os primeiros sentires de claustrofobia emergente.

A primeira passagem dos rolos de limpeza é uma ameaça de esmagamento por um cilindro rotativo que mesmo na retirada é tenebroso.

A escuridão quase total antecede o lançar de um banho de cera quente que apresentando-se com a promessa de uma maior protecção pode resultar em um arrancar de pele pela força do calor.

Se a cor fosse outra, talvez para os tons do verde esperança, poderíamos esperar tempos melhores. Assim...

Fase final, a secagem, sempre me faz lembrar a estória em que por falha dos sensores das células foto-eléctricas o tejadilho do automóvel foi totalmente destruído.
