sexta-feira, março 25, 2005
espaço de poetar
Não sou poeta inspirado nem sequer sei construir rimas de maravilhar. Juntando algumas palavras, dando-lhe algum sentido procuro nelas o encantamento. Perdoem a ousadia, mas cá vou eu poetar.
Encantamento
Naquele fim de tarde de tamanho encantamento
Quando o sol desenhava arabescos no sadino leito
Em terras da romana salatia senti contentamento
P’la visão de esbelta mulher, de corpo tão perfeito.
O doce olhar encurtou distâncias, doirado caminho
Sonhos nas asas de airosas cegonhas que esvoaçam
Pintando círculos de luz como as velas do moinho
Seguindo o caminho dos sinais que no rio acima passam.
Os rosados lábios calam o que os olhos teimam afirmar
Cúmplices das palavras que não são ditas mas sentidas
Que as esguias mãos num gesto expressivo deixam escapar
Numa tentação de moira encantada que do rio se abeirou
Seguindo o sonho de imagens por tantas vezes repetidas
Na mais afectuosa e doce partilha aqui me ofertou.
Encantamento
Naquele fim de tarde de tamanho encantamento
Quando o sol desenhava arabescos no sadino leito
Em terras da romana salatia senti contentamento
P’la visão de esbelta mulher, de corpo tão perfeito.
O doce olhar encurtou distâncias, doirado caminho
Sonhos nas asas de airosas cegonhas que esvoaçam
Pintando círculos de luz como as velas do moinho
Seguindo o caminho dos sinais que no rio acima passam.
Os rosados lábios calam o que os olhos teimam afirmar
Cúmplices das palavras que não são ditas mas sentidas
Que as esguias mãos num gesto expressivo deixam escapar
Numa tentação de moira encantada que do rio se abeirou
Seguindo o sonho de imagens por tantas vezes repetidas
Na mais afectuosa e doce partilha aqui me ofertou.