sábado, março 11, 2006
o brilho no olhar
_Tu eras um menino da cidade e eu uma moça do campo...
_Nestes anos todos sempre esperei um dia ver-te na televisão entre toda aquela gente que por lá passa... E agora, aqui!!
Foi um reencontro passados mais de quarenta anos. As palavras são sempre poucas quando a emoção é muita. Muitas ficam sempre por serem ditas, porque a seu tempo, o tempo de dizê-las já passou e pelo natural recato das pessoas nunca mais serão ditas.
Os olhos têm o brilho de sempre quando diz:
_Esta é a minha filha Isabel...
_És linda Isabel, como linda sempre foi a tua mãe desde que a conheci... não resisti a responder.
Uma lágrima teimosa impede que algo mais seja acrescentado neste diálogo circunstancial. É desnecessário que algo seja acrescentado.
Saído de uma doença pulmonar naquele ano primeiro da década de 60 do século passado, a recomendação do meu médico assistente lá “fui a ares” para o campo pois praia nem dela me aproximar naquelas circunstâncias. Fui encaminhado para uma pequena aldeia nas faldas da Serra de Montachique, Sapataria de seu nome, terra de gente boa e honesta.
Encontrado o quarto de aluguer na casa da ti Genoveva, foi a ida, acompanhado como sempre acontecia da minha avó materna, a vó Esménia, e o acolhimento como se de família chegada fizéssemos parte.
A casa térrea à boa maneira da tradição saloia dos arrabaldes campesinos de Lisboa, a estrada que já serviu aos exércitos de Junot e de Wellington na batalha das Linhas de Torres e agora do “lá vai um”, os carros de bois com os rodados a rangerem madeira com madeira e as vacas de leite mugidas com arte diariamente, as hortas com leiras imensas de feijão verde encarrapitado.
E as gentes...
Mesmo ao lado num enorme casarão de gente por certo com haveres, vivia a afilhada da ti Genoveva, mais o marido e o pai, o filho Heitor já na labuta do dia-a-dia e a sua filha Zulmira, moça da minha idade, nos nossos quinze ou dezasseis anos.
_Tu eras o menino da cidade e eu a moça do campo...
_Nestes anos todos sempre esperei um dia ver-te na televisão entre toda aquela gente que por lá passa... E agora, aqui!!
Foi um reencontro passados mais de quarenta anos. As palavras são sempre poucas quando a emoção é muita. Muitas ficam sempre por serem ditas, porque a seu tempo, o tempo de dizê-las já passou e pelo natural recato das pessoas nunca mais serão ditas.
Os olhos têm o brilho de sempre quando diz:
_Esta é a minha filha Isabel...
_És linda Isabel, como linda sempre foi a tua mãe desde que a conheci... não resisti a responder.
Uma lágrima teimosa impede que algo mais seja acrescentado neste diálogo circunstancial. É desnecessário que algo seja acrescentado.
Saído de uma doença pulmonar naquele ano primeiro da década de 60 do século passado, a recomendação do meu médico assistente lá “fui a ares” para o campo pois praia nem dela me aproximar naquelas circunstâncias. Fui encaminhado para uma pequena aldeia nas faldas da Serra de Montachique, Sapataria de seu nome, terra de gente boa e honesta.
Encontrado o quarto de aluguer na casa da ti Genoveva, foi a ida, acompanhado como sempre acontecia da minha avó materna, a vó Esménia, e o acolhimento como se de família chegada fizéssemos parte.
A casa térrea à boa maneira da tradição saloia dos arrabaldes campesinos de Lisboa, a estrada que já serviu aos exércitos de Junot e de Wellington na batalha das Linhas de Torres e agora do “lá vai um”, os carros de bois com os rodados a rangerem madeira com madeira e as vacas de leite mugidas com arte diariamente, as hortas com leiras imensas de feijão verde encarrapitado.
E as gentes...
Mesmo ao lado num enorme casarão de gente por certo com haveres, vivia a afilhada da ti Genoveva, mais o marido e o pai, o filho Heitor já na labuta do dia-a-dia e a sua filha Zulmira, moça da minha idade, nos nossos quinze ou dezasseis anos.
_Tu eras o menino da cidade e eu a moça do campo...