sexta-feira, janeiro 12, 2007
velho resistente

resistiu à mão criminosa, ao fogo
resistiu aos ventos fortes do nordeste, feito mar
Pinheiro da Mata dos Medos, Almada - Portugal
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"Cajueiro velho
Vergado e sem folhas
Sem frutos, sem flores
Sem vida, afinal
Eu que te vi
Florido e viçoso
Com frutos tão doces
Que não tinha igual
Não posso deixar
De sentir uma tristeza
Pois vejo que o tempo
Tornou-te assim
Infelizmente também é certeza
Que ele fará o mesmo de mim
Já trago no rosto
Sinais de velhice
Pois da meninice
Não tenho mais traços
Começo a vergar como tu, cajueiro
Que foi meu companheiro
Dos primeiros passos
Portanto
Não tens diferença de mim
Seguimos marchando
Em uma só direcção
Agora me resta da vida o fim
E da mocidade a recordação"
Cajueiro Velho
Alcione
Composição: João Carlos
Esta musica faz parte da minha infância, nos Açores, onde os meus pais eram os únicos professores a ter uma casa (o resto da malta do continente tinha quartos alugados) e era lá que a malta se juntava. Uma das minha Tias (entre muitas, dado que todos eram meus tios e tias) era fã da Alcione, e então na aparelhagem do meu pai, os discos rodavam toda a noite, e nunca mais me saíram das cabeças algumas melodias, cujas letras ainda sei de cor.
Ao ver a teu pinheiro, comecei logo a cantarolar esta musica, cuja letra de deixo.
Té já
Maçã de Junho
Vergado e sem folhas
Sem frutos, sem flores
Sem vida, afinal
Eu que te vi
Florido e viçoso
Com frutos tão doces
Que não tinha igual
Não posso deixar
De sentir uma tristeza
Pois vejo que o tempo
Tornou-te assim
Infelizmente também é certeza
Que ele fará o mesmo de mim
Já trago no rosto
Sinais de velhice
Pois da meninice
Não tenho mais traços
Começo a vergar como tu, cajueiro
Que foi meu companheiro
Dos primeiros passos
Portanto
Não tens diferença de mim
Seguimos marchando
Em uma só direcção
Agora me resta da vida o fim
E da mocidade a recordação"
Cajueiro Velho
Alcione
Composição: João Carlos
Esta musica faz parte da minha infância, nos Açores, onde os meus pais eram os únicos professores a ter uma casa (o resto da malta do continente tinha quartos alugados) e era lá que a malta se juntava. Uma das minha Tias (entre muitas, dado que todos eram meus tios e tias) era fã da Alcione, e então na aparelhagem do meu pai, os discos rodavam toda a noite, e nunca mais me saíram das cabeças algumas melodias, cujas letras ainda sei de cor.
Ao ver a teu pinheiro, comecei logo a cantarolar esta musica, cuja letra de deixo.
Té já
Maçã de Junho
Querida Maçã de Junho. Que maravilhosa partilha que fazes a propósito do "velho resistente". Há memórias que ficam para sempre no nosso sentir, sem dúvida. Não tenho dúvida de qie este velho pinheiro se sentiu mais acompanhada a partir do momento que soube da estória do cajueiro. Té Já. Beijinhos.
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