sexta-feira, fevereiro 02, 2007
transparência
espaço de poetar
Não sou poeta inspirado nem sequer sei construir rimas de espantar. Juntando algumas palavras , dando-lhe sentido e afecto, procuro nelas o encantamento
Pequenita, formosa,
Jeitosinha até
Morena,
Mais escura ainda
Algo cigana.
Caminha prazenteira
Empurrando um carrinho de bebé
Onde transporta
A filha de seu ser
Pedaço da sua carne,
Do seu íntimo.
Os olhos que a fixam
Abrem de espanto
Incrédulos
Olhar agora mais atento,
Semicerrado.
Por debaixo da blusa branca,
Transparente
Vislumbram-se seios bonitos,
Atrevidos
Com os bicos muito escuros,
Arrogantes
Querendo trespassar
A ténue protecção
Diáfana fantasia,
Imaginação.