quinta-feira, setembro 11, 2008
há 35 anos: dia negro para o mundo
Cúando de Chile, poema de Pablo Nerura
Ler o poema completo em:
Pablo Neruda, “Cúanto de Chile”
OH Chile, largo pétalo
de mar y vino y nieve,
ay cuándo
ay cuándo y cuándo
ay cuándo
me encontraré contigo,
enrollarás tu cinta
de espuma blanca y negra en mi cintura,
desencadenaré mi poesía
sobre tu territorio.
...............................
Ay Patria, sin harapos,
ay primavera mía,
ay cuándo
ay cuándo y cuándo
despertaré en tus brazos
empapado de mar y de rocío.
Ay cuando yo esté cerca
de ti, te tomaré de la cintura,
nadie podrá tocarte,
yo podré defenderte
cantando,cuandovaya contigo, cuando
de mar y vino y nieve,
ay cuándo
ay cuándo y cuándo
ay cuándo
me encontraré contigo,
enrollarás tu cinta
de espuma blanca y negra en mi cintura,
desencadenaré mi poesía
sobre tu territorio.
...............................
Ay Patria, sin harapos,
ay primavera mía,
ay cuándo
ay cuándo y cuándo
despertaré en tus brazos
empapado de mar y de rocío.
Ay cuando yo esté cerca
de ti, te tomaré de la cintura,
nadie podrá tocarte,
yo podré defenderte
cantando,cuandovaya contigo, cuando
Ler o poema completo em:
Pablo Neruda, “Cúanto de Chile”
Etiquetas: neruda, poemas alheios
sábado, dezembro 08, 2007
pagão
Não é frequente a utilização na Oficina das Ideias de textos que não sejam originais. É exclusivamente por razões de “estatuto editorial” e não por falta de respeito por muitos e excelentes escritores, prosadores e poetas, que temos tido oportunidade de ler no decorrer dos anos.
Recentemente tivemos oportunidade de ler um soneto de Augusto Ferreira Gomes intitulado “Pagão” que nos tocou particularmente e por essa razão aqui o transcrevemos com a devida vénia à família do autor e dedicado a uma muito querida Amiga, com quem caminhamos músicas e luares, cores e mares...
Pagão
Rolam pelos pomares os frutos azulados
e o vinho, em taças d’oiro, tem gritos de ametista!...
Há nos cactos em flor um riso de contrista,
e os altos girassóis estão de luar molhados...
Sons duma flauta, ao longe, singulares, magoados,
fendem a planície. Longe, a perder de vista,
não há corpo de ninfa que ao amor resista...
E a noite vai abrindo os cílios perfumados...
O luar vem majestoso acalentar o sono
dos girassóis que dormem. Passam pela clareira
excitantes perfumes mornos de abandono...
A noite traz no rosto a palidez inteira
Tecida de lilás – azul – magia e outono
........................................................................
E a flauta em toda a orgia, cessou p’la vez primeira...
[copiado do Magazine Bertrand, n.º 44 – 2ª série, de Agosto de 1930]
Recentemente tivemos oportunidade de ler um soneto de Augusto Ferreira Gomes intitulado “Pagão” que nos tocou particularmente e por essa razão aqui o transcrevemos com a devida vénia à família do autor e dedicado a uma muito querida Amiga, com quem caminhamos músicas e luares, cores e mares...
Pagão
Rolam pelos pomares os frutos azulados
e o vinho, em taças d’oiro, tem gritos de ametista!...
Há nos cactos em flor um riso de contrista,
e os altos girassóis estão de luar molhados...
Sons duma flauta, ao longe, singulares, magoados,
fendem a planície. Longe, a perder de vista,
não há corpo de ninfa que ao amor resista...
E a noite vai abrindo os cílios perfumados...
O luar vem majestoso acalentar o sono
dos girassóis que dormem. Passam pela clareira
excitantes perfumes mornos de abandono...
A noite traz no rosto a palidez inteira
Tecida de lilás – azul – magia e outono
........................................................................
E a flauta em toda a orgia, cessou p’la vez primeira...
[copiado do Magazine Bertrand, n.º 44 – 2ª série, de Agosto de 1930]
Etiquetas: poemas alheios, poesia





