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sábado, junho 19, 2010

sempre procurou deus



no caminho processional
do cruzeiro da devoção
ecoam ladainhas no pinhal
são cânticos de fé divinal
na procura de deus do coração


José Saramago sempre procurou Deus...


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saramago, viva mais!

Há muitos anos atrás conheci um homem alto, esquelético, de cenho fechado. Ninguém dele gostava, era repelente logo ao primeiro contacto. Assistente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras ninguém o “aceitava” de bom grado como professor. Não deixou boas memórias aos seus alunos.

Anos mais tarde conheci um homem alto, esquelético, de cenho fechado. Arrogante pelo poder que possuía, não tinha amigos mas sabujos que tentavam “comer” as migalhas que lhe caiam da boca. Negava o povo de onde tinha vindo, povo que evocava numa falsa e balofa modéstia. Era gente de mau íntimo, complexada e mal formada.

O tempo passa veloz. Conheci um homem alto, esquelético, de cenho fechado. Matreiro, traiçoeiro, vingativo e com muito poder. A sua arrogância era tão grande quanto a sua falta de cultura. Minava na podridão qual larva. Manipulava. “Gémeo” era de um larvar tão grande quanto ele. Complexado mas poderoso. Sempre a precisar de tratamento psíquico, mas incurável. Porque acima de tudo é um homem mau.



Sousa Lara continua a vomitar amarelo. Cavaco Silva “cospe” na bandeira nacional.

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sexta-feira, junho 18, 2010

saramago, viva!



és símbolo da liberdade
nas palavras na vida no saber
inspiração na verdade
global solidariedade
és o povo a escrever


um novo livro de José Saramago


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a ponte da solidariedade

Modesto texto escrito na Oficina das Ideias em Maio de 2005 em resposta a um desafio de José Saramago



Chegado à Terra contactei os homens bons que ainda por cá existem e que continuam a lutar por um Mundo melhor, sem oprimidos, sem humilhados, sem discriminados, sem refugiados. Um deles abriu-me o coração e ofereceu-me um pote tapado, recomendando-me que na próxima alvorada numa planície doirada de espigas de trigo lhe retirasse a tampa e deixasse o tempo fluir.

Quando realizei esta tarefa que um homem bom me havia recomendado logo se desprendeu um Arco-Íris que fluiu na direcção do espaço, na direcção de Marte sem dúvida, donde das suas sete cores se destacava uma lista azul luminosa. Do lado de cá do Arco-Íris estava na realidade um pote, não cheio de moedas de oiro, como é da tradição, mas cheio de muito querer por um Mundo melhor.

E na ponta de lá? Aquela que chegou a Marte? Uma porta, melhor, um portão maravilhosamente trabalhado e um convite à comunhão do melhor que cada uma das civilizações continha. A partir desse momento, por uma ponte onde somente a Solidariedade podia passar uma permuta constante de bem-estar veio engrandecer o Universo.

Tempos mais tarde os resultados estavam bem visíveis. Marte continuava a ser o que sempre fora mas com todas as cores que a Natureza lhe proporcionou. Na Terra os senhores do Mundo, os senhores do poder e da guerra não resistiram a tanta solidariedade e as pessoas voltaram a sorrir e cada terráqueo passou a ser responsável por todos os terráqueos.

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obrigado saramago

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quarta-feira, outubro 08, 2008

o nobel saramago

Foi há dez anos, 8 de Outubro de 1998, que Portugal vibrou com a notícia de que tinha sido atribuído ao escritor José Saramago o Prémio Nobel da Literatura. O escritor regressava a Espanha da Feira do Livro de Frankfurt e quando se preparava para embarcar no avião foi “obrigado” pelo seu editor a regressar à Feira pois havia sido dada a notícia da atribuição do Prémio Nobel.

Já escrevi diversas vezes na Oficina das Ideias a admiração que tenho pela obra de José Saramago e também o facto de ter sido a sua leitura, primeiro os Diários de Lanzarote e depois a restante obra que me trouxe de volta à escrita. Modesta escrita, bem sei, mas feita com muito prazer. Por trás dela está a força inspiradora de José Saramago.

Recordo-me que no ano de 2005 respondi a um desafio feito pelo escritor Prémio Nobel através da Internet donde nasceu este modesto texto que uma vez mais convosco partilho.



A ponte da solidariedade

Chegado à Terra contactei os homens bons que ainda por cá existem e que continuam a lutar por um Mundo melhor, sem oprimidos, sem humilhados, sem discriminados, sem refugiados. Um deles abriu-me o coração e ofereceu-me um pote tapado, recomendando-me que na próxima alvorada numa planície doirada de espigas de trigo lhe retirasse a tampa e deixasse o tempo fluir.

Quando realizei esta tarefa que um homem bom me havia recomendado logo se desprendeu um Arco-Íris que fluiu na direcção do espaço, na direcção de Marte sem dúvida, donde das suas sete cores se destacava uma lista azul luminosa. Do lado de cá do Arco-Íris estava na realidade um pote, não cheio de moedas de oiro, como é da tradição, mas cheio de muito querer por um Mundo melhor.

E da ponta de lá? Aquela que chegou a Marte? Uma porta, melhor, um portão maravilhosamente trabalhado e um convite à comunhão do melhor que cada uma das civilizações continha. A partir desse momento, por uma ponte onde somente a Solidariedade podia passar uma permuta constante de bem estar veio engrandecer o Universo.

Tempos mais tarde os resultados estavam bem visíveis. Marte continuava a ser o que sempre fora mas com todas as cores que a Natureza lhe proporcionou. Na Terra os senhores do Mundo, os senhores do poder e da guerra não resistiram a tanta solidariedade e as pessoas voltaram a sorrir e cada terráqueo passou a ser responsável por todos os terráqueos.


Parabéns José Saramago. Viva Camarada!

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domingo, agosto 17, 2008

livros de saramago


os livros de saramago
editados em todo o mundo
são tanto obra literária como percurso de vida



Parede com a totalidade da sua obra literária na exposição "A Consistência dos Sonhos", Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa - Portugal

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